5 dos piores celulares já lançados pela Samsung

Competição é a alma de qualquer mercado, e quanto intensa ela for, o benefício sempre será do consumidor. Isto porque, a competição incentiva a inovação, uma vez que estar um passo a frente das propostas dos seus adversários pode ser a chave do sucesso. Contudo, nem sempre a vontade de inovar trará frutos positivos, uma vez que nem sempre o “diferente” ou “novo” se torna atrativo.

Aos trancos e barrancos, grandes empresas do ramo de smartphones vem descobrindo que o poder de um lançamento inovador pode trazer sérias consequências caso não seja bem planejado, e nem mesmo as maiores e renomadas estão livres disso.

Marcada por um passado de muitas falhas e acertos, a sempre criticada e ainda assim preferida Samsung tem um passado claramente notável quando o assunto se refere a lançamentos precipitados e por muitas vezes falhos. Vamos conhecer os 5 piores lançamentos da sul-coreana número 1 do robozinho.

1. Galaxy Ace e Fit

Uma das maiores motivações da Samsung ao longo dos anos foi atender a todas as faixas possíveis do mercado. Ainda que a ambiciosa meta pareça louvável, produzir um modelo competente por um custo baixíssimo é um desafio que nem sempre vale a pena o risco. Deste dilema nasceram os Galaxy Ace e Galaxy Fit, modelos supereconômicos com configurações tão simplórias que malmente eram capazes de lidar com o próprio sistema operacional.

Trazendo uma versão extremamente crua da interface da sul-coreana sobre o Android 2.2, nem mesmo as configurações os salvavam: comportando 240×320 pixels em minusculas telas de 3.5 e 3.3 polegadas respectivamente, você contava com apenas 150 e 160 megas de armazenamento interno para tentar salvar fotos da sua arcaica câmera de 5 megapixels. Não é nem necessário explicitar o quão difícil era navegar e transitar entre apps.

2. Galaxy S Beam

A posição de destaque ofereceu grandes oportunidades de experimentação para linha Galaxy. Ainda que a maioria se caracterize exótica por natureza, algumas poderiam até ter tido uma sorte diferente, caso a tecnologia da época fosse mais favorável.

Um exemplo claro é o S Beam, que trazia a interessante proposta de fornecer um projetor completo em um dispositivo de bolso, mas que claramente não estava adaptado para a época do seu lançamento. Preço surreal, hardware inexpressivo e projetor questionável foram as principais razões da falta de sucesso do aparelho.

3. Samsung Serene e Serenata

Até os dias de hoje, é uma pratica da gigante sul coreana se aliar com outras marcas ao fim de oferecer modelos e acessórios diferenciados. Essa estrategia tem dado bons frutos, mas nem sempre se mostrou adequada.

Isso se torna perceptível ao analisarmos modelos como o Samsung Serene, que nasceu como fruto de uma parceria com a dinamarquesa Bang & Olufsen ao fim de oferecer uma alternativa luxuosa ao mercado em 2005, mas que no final das contas gerou uma usabilidade limitada que não correspondia ao alto custo.

Não obstante, dois anos depois as duas companhias uniram esforços novamente para dar vida ao Samsung Serenata, apresentando um design ainda mais estranho e pouco convidativo que o anterior.

Focado na reprodução de mídias, o curioso modelo inspirava-se nos elementos de uma mesa de DJ, mas se contrariava ao ponto em que não trazia nem mesmo entradas para cartões de memória ou câmeras para filmagens.

4. SPH-N270 Matrix

A vida imita a arte, mas nem sempre o inverso da certo. Inspirado no sucesso do filme Matrix, um aparelho não tão popular assim foi colocado no mercado pela Samsung, não tendo êxito em conquistar o público. O celular retrata exatamente o mesmo dispositivo utilizado no segundo filme da trilogia, possuindo diversas referências a caracterização da série em sua operação, mas nem mesmo isso foi capaz de atrair vendas.

Galaxy Note 7

Ainda que gere bastante polêmica sobre se este lançamento pode ser considerado um real fracasso ou não, é um fato de que este smartphone representará uma mancha na história da marca por um bom tempo.

Prometido com um dos mais fortes concorrentes do ano de 2016, especificações e funcionalidades que faziam a linha Note ser aclamada não faltavam para oferecer a glória a sétima geração da linha, mas havia uma grande falha que o impediu de alcançar o trono.

Na busca por um design cada vez mais fino e elegante, um erro de engenharia era capaz de provocar a explosão do dispositivo. Com este problema, a companhia foi obrigada a comandar um processo de recolhimento dos exemplares vendidos que resultou num prejuízo financeiro e moral de grande escala.

Os altos e nem tão baixos assim…

Ainda que ocupe uma posição quase intocável na liderança das vendas globais de smartphones Android, não somente de acertos foi construída a fama da Samsung. Certamente, alguns modelos trouxeram imagens indesejadas em certas épocas, mas até isso pode ser bem aproveitado, afinal, “fale bem ou fale mal”, o marketing sempre foi a alma do mercado.

E você, conhecia estes marcos na história da gigante sul-coreana? Está curioso para conhecer as falhas de outras gigantes do ramo? Comente abaixo…

Sobre André Portella

Estudante de TI, viciado em música, adorador de tecnologia e games.