Após atingir 5 milhões de downloads, o Google Allo perde fôlego

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O mercado de mensageiros tem sofrido do problema mais recorrente dos últimos tempos: estagnação por conta de um monopólio. Reinando absoluto, o Whatsapp mantem uma base de usuário praticamente inalcançável pela concorrência, ficando raízes da mesma forma que fizeram o Facebook e o Android, em seus respectivos segmentos. A apostas das empresas está inovação, funções diferenciadas que buscam chamar a atenção do consumidor, que em contramão, se acomodam com o bom funcionamento e a popularidade do verdinho.

Como mais um esforço nesta investida, a Google trouxe a dois meses atrás o Allo, que apostava na inteligência da sua assistente virtual para dinamizar as conversas com buscas personalizadas, ações programadas e bots diversos. Ao contrário das expectativas, a gigante das buscas conseguiu causar um certo barulho, garantindo 5 milhões de Downloads e mostrando que muita gente deu uma chance para a solução. O porém está na estagnação deste número 63 dias depois, sofrendo uma queda do ranking dos mais baixados da 1ª para 201ª posição, demonstrado que não convenceu ao público. A situação do seu irmão Duo é um pouco melhor: com 10 milhões de downloads, atualmente ocupada a 129ª posição do mesmo ranking.

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Prometido como uma grande alternativa ao imessage, no iOS a situação é ainda pior, tendo recebido apenas 13 novas avaliações nas últimas duas semanas, somando ao total de 500, em relação as 150,000 da loja concorrente. demonstrando que os usuários do sistema da maça em sua maioria não tiveram nem ao menos o impeto inicial.

Um dos grandes motivos desta perda de fôlego pode estar atrelada as falhas do aplicativo, que traz deficiências ao suporte entre multi-dispositivos, a falta de um backup de mensagens e a falta de uma alternativa para uso via desktop que certamente acomodou os usuários nas opções concorrentes, mesmo com a grande promoção da Google (que até colocou um “anúncio” do app na página principal do seu buscador). A proposta de manter o Allo e Duo como apps separados também é questionável, uma vez que concorrentes feitos pela Microsoft, Facebook e Apple agregam as funções de ambos em apenas um aplicativo, ou ao menos em dois integrados e nativos.

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É improvável que apenas a solução destes problema torne novamente o mensageiro chamativo o suficiente, sendo talvez mais lucrativo para a Google apostar no aprimoramento de soluções já conhecidas como o Hangouts, que ao menos possui uma grande base corporativa, ou até mesmo investir em pesquisas de software para tentar trazer algo realmente inovador, o que tem se tornando uma tarefa cada vez mais difícil.

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Sobre André Portella

Estudante de TI, viciado em música, adorador de tecnologia e games.