Boa viagem: Bolsonaro demite presidente dos Correios por ir de contra à privatização

A privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos parece estar certa e o presidente Jair Bolsonaro já assinou o decreto que inicia todo o processo. A mudança é realmente difícil de aceitar para muitos, porém vendo o atual cenário da instituição, seria essa a única solução.

Nesta sexta-feira (14), em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro justificou que Juarez Aparecido de Paula Cunha (atual presidente dos Correios) ‘agiu como sindicalista‘ em sua ida ao Congresso. Tudo isso pelo simples fato do representante ir de contra a proposta do governo, bem como a vontade da maioria da população.

Contudo, Bolsonaro informou que ainda não tem o nome do substituto. Ele disse ter convidado o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo na quinta-feira (13), para assumir este cargo, mas até o momento não há confirmações de ambas as partes.

É possível privatizar e manter serviço postal

O assessor da Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia, Fábio Abrahão, disse na audiência da Câmara que é possível sim manter a universalização do serviço postal mesmo vendendo os Correios para a iniciativa privada. Ademais, os Correios sofrem com um rombo de R$ 11,5 bilhões no fundo de pensão dos servidores e de R$ 4 bilhões no plano de saúde.

Continuamente, a estatal vem tendo lucros diminuídos ano a ano: R$ 667,3 milhões em 2017 e R$ 161 milhões em 2018 , após dois anos de prejuízo total de R$ 5 bilhões. Para recuperar ganhos, a estatal demitirá 7,3 mil servidores por meio de um Programa de Demissão Voluntária, fechando também cerca de 161 agências até julho.

Sobre Uanderson Conceição

Chief executive officer (CEO) na empresa Meu-Smartphone. Youtuber, adora praticar Downhill Mountain Bike, entusiasta da natureza e acredita soberanamente em Deus.